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Como educar os filhos para que não sejam adultos imaturos


“Aquele que ama seu filho, castiga-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde, e não tenha de bater à porta dos vizinhos.” (Eclo 30,1)


Me impressiona sempre a beleza e atualidade das Sagradas Escrituras. E vemos isso claramente nesse versículo de Eclesiástico, como é atual para estes tempos, de famílias tão desestruturadas e de filhos tão perdidos.


Primeiro ponto que gostaria de chamar a atenção é que muitos pais hoje sempre carregam consigo um sentimento de ser “amigo” dos filhos, de tal forma que a sua autoridade não faz diferença nenhuma na vida destes. Claro, que ser amigo do filho é importante, ainda mais em tempos de tantas situações perigosas que estamos sujeitos, e é extremamente necessário que o filho tenha confiança de se abrir conosco tudo aquilo que lhe acontece. Mas essa “amizade” não pode ser confundida com falta de autoridade e respeito. Pois eles precisam nos respeitar e como diz as Escrituras, eles precisam ser corrigidos e mais, desde a mais tenra idade. Ser amigo, mas respeitar a autoridade de pai e mãe.


Importante ressaltar também essa rotina tão agitada que nós vivemos e que não percebemos o quanto estamos perdendo os nossos filhos, perdendo para a televisão, perdendo para os vídeo games, perdendo para os tablets e celulares. E depois no futuro não adianta mais chorar amargamente os erros cometidos, porque a hora de reverter o quadro é agora. Eles precisam de atenção, eles precisam de carinho, eles precisam que brinquemos com eles, eles precisam de olho no olho, e precisam de castigo, correção.

Pais, nossos filhos precisam de nós! E mesmo em meio a tantas dificuldades, nossa missão é de sacrificar mesmo por eles. Eu fico impressionada com pais que ficam reclamando tanto dos filhos, e de uma vida de sacrifício para eles. Ter filhos é colocar em mente que precisamos dar a vida por eles. Em que parte da nossa vida nós perdemos essa compreensão? Claro que precisamos de momentos de descanso, tranquilidade, mas não devemos ter esse pensamento como uma vida inteira vivendo assim. O próprio Jesus disse que “quem deseja segui-lo, tome tua cruz”, então ser pai, mãe, é carregar as cruzes, não somente de trabalhar e trabalhar fora para prover bens materiais, mas de sacrifico de tempo com os filhos, para instrui-los, educa-los.


Nós que trabalhamos com a evangelização sabemos muito bem desses detalhes descritos, porque recebemos os filhos adolescentes, jovens em nossos retiros, e as reclamações são as mesmas: meu pai me dá tudo de material, mas nada de atenção e carinho; ou meu pai me dá tudo, é meu amigo, mas nunca me mostrou o que é certo ou errado, nunca me corrigiu, por isso sou assim ou estou assim. E pior: meus pais nunca me ensinaram a fé, eu não sei nem rezar, eu não sei falar com Deus.


É uma situação desoladora, e para nós evangelizadores, o que podemos fazer é mostrar o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e ensiná-los que deverão oferecer essas feridas, para que o Senhor cure, e invertendo a ordem natural das coisas: que o filho evangelize seus pais e mostre que carinho, atenção e correção são extremamente importantes, e mais ensiná-los e educá-los na fé.

Por isso pais, especialmente os novos pais, é o momento de pensar e repensar nossas atitudes de educação dos filhos. E diminuir esse quadro assustador de crianças, jovens que suicidam, que são reprimidas, que tem diversos problemas psicológicos e também de adultos tão desequilibrados.


É a nossa responsabilidade, educar, corrigir e amar.


Que a Família de Nazaré interceda por nós!


Daiane Cristina Matos

Consagrada da Comunidade Deus Existe, esposa e mãe.

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