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Cultura da Morte: O que você precisa saber para combatê-la! - Por Kiara Siman



O mistério da vida começou em um momento preciso na união de dois gametas no interior de 1mm das tubas de falópio, enquanto embrião, recebeu nomes diferentes: zigoto, mórula, feto, e depois recém-nascido, criança, adolescente, adulto... mas foi sempre a mesma vida: Você! Seus batimentos cardíacos foram identificados nos primeiros dias de atraso menstrual.


Com 3g e 2cm, dava para gravar o eletroencefalograma, você dava pequenos “pontapés”e podia nadar, com 5g e 3cm, seu organismo já estava completo com as mesmas impressões digitais que hoje estão em seus documentos! Com dois meses, você podia segurar o cordão umbilical e preferia o doce ao salgado, mais duas semanas: chupava os dedos.


Aos quatro meses você dormia e sonhava, aos cinco, reconhecia sons e vozes. A fecundação de um óvulo, embora escape à nossa capacidade de observação é o começo da vida, de uma alma, de uma obra prima do criador, ao qual o profeta vai dizer sobre você: “até mesmo antes que te formares no ventre materno Ele te conhecia; antes que saísses do seio, Ele te consagrou” (Jr 1,5). Entretanto em muitas situações o ser humano acha-se no direito de interromper o mais belo milagre criado por Deus: a vida.


Mais de 1.000.000 de abortos são provocados por ano no Brasil, e não estamos falando de abortos espontâneos, mas nos referindo ao ato de provocar a morte do embrião ou feto durante o seu desenvolvimento uterino. A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ter reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.


A Igreja “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), “recebeu dos apóstolos o solene mandamento de Cristo de pregar a verdade da salvação”. Compete então, a Igreja anunciar sempre e por toda parte os princípios morais, mesmo referente à ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer questão humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas. É seu papel defender os direitos humanos, já que como nos dizia o Beato Paulo VI: “A Igreja é perita em humanidade”. Portanto, é preciso dizer que o aborto não é apenas uma questão religiosa e sim humana.


A biologia molecular, a embriologia médica e a genética já mostraram que o início da vida humana ocorre com a fusão do espermatozoide e do óvulo, quando se fundem também os DNA’s de ambos progenitores, e que todos os códigos de vida estão inscritos na primeira célula chamada zigoto, que já possui uma identidade genética própria, ou seja, já é um ser humano, único, e consequentemente insubstituível.


O descarte do ser humano tem se tornado cada vez mais natural, como se o aborto fosse uma solução de problemas. Tanto que certa vez alguém lançou uma questão: o pai é asmático, a mãe está tuberculosa, já tiveram 4 filhos, um cego, outro surdo, o terceiro não sobreviveu, e o quarto tem tuberculose também, e a mãe esta grávida de novo, você aprovaria o aborto desta criança? Se disser que sim, saiba que você teria apoiado o aborto Beethoven, um dos grandes gênios da música ocidental. O aborto uma tentação demoníaca para a mãe, que talvez por causa dos seus medos queira se livrar da criança, se assim se cedessem algumas mães de personalidades teriam privado a humanidade da dádiva de conhecer seus filhos, assim não ouviríamos as vozes admiráveis de Celine Dion, Susan Boyle, Andrea Bocelli, não compartilharíamos da inteligência de Steve Jobs, não nos alegraríamos com os personagens de Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, e o mundo do futebol não teria craques como Cristiano Ronaldo.


Somos então, convocados a guardar o quinto mandamento que nos diz: Não matarás, também no sentido de interromper uma vida, no caso do aborto provocado. Por isso, Santa Madre Teresa de Calcutá dizia: “Se aceitarmos que a mãe tenha o direito de matar o próprio filho, como poderemos dizer aos outros que não se matem?” Infelizmente, o ser humano consegue defender a vida de um animal em extinção, mas não é capaz de defender a vida intrauterina. Ninguém em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de dar a morte diretamente a um ser humano inocente. Essas atitudes são ego- ístas e diferem da essência do amor, pois “O amor não busca os seus pró- prios interesses” (1Cor 13, 5).


Deus nos abençoe!


Kiara Siman Membro

Consagrada da CCDE

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