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Papa Francisco na Geórgia e Azerbaijão pela unidade e paz



Cidade do Vaticano (RV) - “Uma missão pela paz e a unidade.” Assim, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, definiu a 16ª viagem apostólica internacional do Papa Francisco, que terá início nesta sexta-feira (30/09), na Geórgia, e se concluirá no domingo, 2 de outubro, no Azerbaijão.

Entrevistado pelo Centro Televisivo Vaticano, eis o que disse o purpurado.

Cardeal Parolin: “Esta viagem ao Azerbaijão e Geórgia completa a visita ao sul do Cáucaso que o Santo Padre iniciou, em junho passado, visitando a Armênia. Trata-se de três países de muita história e cultura antiga, mas também diferentes entre si. Era natural que o Papa visitasse todos os três, como está fazendo, aceitando os convites das autoridades da Igreja Católica e civis. O Papa Francisco vai sempre como um amigo, como vimos também na Armênia, para encontrar as pessoas, as realidades diferentes, os povos, e favorecer a cultura do encontro a ele tão querida. Obviamente, o tema da paz está vinculado a esta cultura do encontro. O Papa, certamente, colocará no centro de seu ensinamento e sua presença a promoção da paz, da reconciliação e do diálogo. Depois, como sempre, o encontro com a Igreja Católica para incentivá-la a ir adiante em sua vida e sua missão.”

Qual é a situação da Igreja hoje na Geórgia e quais são os desafios para a sociedade?

Cardeal Parolin: “Sabemos que a Geórgia foi um dos primeiros países que aceitou o cristianismo de forma oficial através da obra evangelizadora de uma santa, uma mulher, Santa Nina, do século IV. Ainda hoje, a característica, a marca da sociedade georgiana é cristã. O Papa vai para encontrar esta Igreja, a Igreja Ortodoxa na Geórgia, o seu Catholicos o Patriarca Elias II, para abraçar, favorecer e promover laços recíprocos de amizade, vínculos de amizade. Em relação à Igreja Católica, é uma realidade pequena, limitada, mas que tem uma presença significativa. Está presente em todas as regiões do país através de seus três ritos, latino, armênio e assírio-caldeu, realizando muitas obras nos campos pastoral, caritativo, assistencial e educacional. Gostaria de sublinhar a importância do fato de que a Igreja Católica, como todas as minorias religiosas, possui um estatuto jurídico bem preciso. Isso ajuda, evidentemente, a sua inserção naquela realidade e o desempenho de sua atividade e missão. Pensando nos desafios gostaria de sublinhar um: os refugiados, tanto os refugiados que vêm de países do Oriente Médio que estão em conflito, considerando a proximidade geográfica da Geórgia, quanto os deslocados internos que tiveram de abandonar o seu lugar de origem por causa dos conflitos perpetrados recentemente. Um dos desafios é o de como enfrentar essa emergência e presença de pessoas que tiveram de deixar suas casas.”

Nesse contexto, o que podemos dizer sobre o Azerbaijão. Qual é a situação da Igreja, mas também quais são as realidades, as situações em que a Santa Sé dirige a sua atenção?

Cardeal Parolin: “Alguns anos atrás houve uma mostra aqui no Vaticano sobre o Azerbaijão. Há uma atenção muito forte sobre este aspecto cultural. O Azerbaijão se esforça para ser um país que promove a tolerância entre as religiões e culturas presentes ali. Esse favorecer o encontro é muito importante em nosso mundo. Também nesse país as atividades da Igreja Católica gozam de um reconhecimento jurídico que permite trabalhar, assistir adequadamente os católicos que vivem nessa nação e promover o diálogo com o Islã e outras comunidades presentes. É uma presença pequena, mas significativa que contribui, junto com outras realidades, para o bem do país.”

Estas são terras de fronteira entre Oriente e Ocidente, onde o diálogo é uma urgência. O Pontífice com as suas palavras será novamente um mensageiro de paz?

Cardeal Parolin: “Certamente! É uma das finalidades da viagem. Esta é terra de confim e as terras de confim são terras de riqueza e vivacidade, mas ao mesmo tempo sofrem tensões, conflitos e lacerações. Então, a palavra do Papa poderá ser realmente uma palavra que convida a fazer o que ele diz muitas vezes: fazer das diferenças não motivo de conflito, mas de enriquecimento recíproco. É o grande desafio de nossos dias e será um desafio que o Papa irá relançar também nesta terra. Por outro lado, existem sinais positivos e encorajadores que estão tentado superar essas tensões, e estes sinais o Papa irá apoiar, incentivar e promover.” (MJ)

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