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Novas Comunidades: Primavera da Igreja - Por Nádia Duarte



O termo Novas Comunidades ou Novas Fundações designa um movimento de leigos e religiosos que tem em comum a vida consagrada em torno de um carisma. Sobre elas João Paulo II afirmava que são “expressões providenciais da nova primavera suscitada pelo Espírito com o Concílio Vaticano II, constituem um anúncio do poder do amor de Deus que superando divisões e barreiras de todo o gênero renova a face da Terra, para construir nela a civilização do amor” (Homilia do Domingo de Pentecostes, 31 de maio de 1998).


As pessoas que assim se dispõem viver fazem um caminho vocacional para se consagrarem, ou seja, ser homens e mulheres que são e vivem separados, pois Jesus nos disse: “vós estais no mundo, mas não sois do mundo” (Jo 17, 16). Devem ser e se entender como seres de sacrifício, que devem sempre crucificar as suas paixões, pois são chamados a conquistar “a estatura de Cristo” (Ef 4,13). Segundo o documento Vita Consecrata, o consagrado “vê e segue o Cristo mais de perto”.


O Carisma, por sua vez, é a revelação da vontade de Deus para a Comunidade (uma resposta às necessidades de um povo), é, portanto, antídoto diante dos venenos que o mundo quer injetar no povo de Deus. Com essa particularidade o carisma desenvolve uma força de atração, o que organiza tudo da Comunidade à sua volta, até mesmo o que chamamos de Regra de vida, que dita o cotidiano do consagrado, sendo este de aliança ou de vida, pois dentro da Comunidade podem ter duas formas de vivência: a Comunidade de Aliança e a Comunidade de Vida.


Outra característica forte das Novas Comunidades é a sadia convivência, pois os consagrados podem ser homens ou mulheres, sacerdotes e leigos, casados e solteiros. Enfim os membros se agregam para viver em comum a oração, os sacramentos, os trabalhos pastorais, a evangelização, a fraternidade. Para tanto, as novas Comunidades, são justamente verdadeiros espaços humanos habitados pela Trindade. Não somente um grupo de pessoas bem intencionadas e dinâmicas, porque isso seria filantropia, e não é isso que Deus nos chama a ser, antes o Senhor nos convida à abrirmos nossa vida para Ele habitar em nós, e como São Paulo poderemos dizer: “Já não sou eu quem vivo é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).


Fiéis a Palavra de Deus, as Novas Comunidades são marcadas pela Radicalidade do Evangelho, que é uma vivência profundamente compromissada com o Evangelho de Jesus Cristo, levando em conta seus detalhes. Dessa forma evangélica, o consagrado encontra argumentos para o anúncio forte que lhe é incumbido, e assim pode combater a chamada “Ditadura do Relativismo”, que tem tentado desvalorizar e dessacralizar as verdades evangélicas e as verdades de fé. Dessa forma, obedientes ao Evangelho, os consagrados são convocados a viver os Conselhos Evangélicos, a Castidade, a Pobreza e a Obediência, que são particularmente apresentados na coluna Catequese dessa edição.


Por tudo isso, as Novas Comunidades são uma resposta ao mundo de hoje, uma resposta contrária a atual ética e moral do mundo, que exclui Cristo e seus cristãos. Para isso, os consagrados são chamados a dar testemunho de Jesus Cristo onde estiverem, oportuna e inoportunamente devem anunciar o que o seu carisma inspira, contudo esse anúncio deve ser a serviço da Igreja, submisso à sua hierarquia e aos pedidos de seus ministros.


Nádia Duarte Prata - Membro Consagrada da CCDE

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