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Faleceu o Cardeal Loris Capovilla. Foi Secretário do Papa João XXIII


O Cardeal Loris Francesco Capovilla, nascera em Outubro de 1915, em Pádua, no Norte da Itália. Já estava a caminhar, portanto, para os 101 anos. Foi por mais de uma década secretário particular do Cardeal Angelo Giuseppe Roncalli, Patriarca de Veneza de 1953 a 1958, ano em que Roncalli foi eleito Papa, assumindo o nome de João XXIII. Capovilla continuou ao seu lado também no Vaticano e partilhou com ele as alegrias e dificuldades do seu pontificado e da sua pastoral, sendo, sobretudo, testemunho directo da extraordinária intuição de convocar o Concilio Vaticano II que o Papa Roncalli anunciou em 1959.


Com a morte do Papa Roncalli, a 3 de Junho, de 1963, o sucessor de Paulo VI nomeou Loris Capovilla perito conciliar e em 1967 nomeou-o arcebispo de Chieti-Vasto, nordeste da Itália. Em 1971 o Papa nomeia-o Bispo de Loreto e delegado pontifício para o famoso Santuário dessa localidade, atribuindo-lhe a sede titular de Mesembria que tinha sido do próprio arcebispo Roncalli entre 1934 e 1953.


Em 1988, renunciou ao cargo e transferiu-se para Sotto il Monte, terra natal do Papa Roncalli, onde passou a promover a memória e o conhecimento daquele Papa e da sua obra. Disto derivou a publicação a publicação dos seus principais escritos: “O Jornal da Alma”; a trilogia “Este é o Mistério da minha vida, João XXIII, um santo da minha paróquia”; “Me chamo João” e uma recolha de “Cartas aos familiares e Cartas 1958-1963.


O Cardeal Capovilla é também autor de numerosos obras sobre a vida e obra do Papa Roncalli, às quais se juntam centenas de opúsculos e de artigos publicados em jornais, semanário e revistas.


Por estas publicações recebeu numerosos reconhecimentos, testemunho da estima e do afecto que circundava a sua pessoa. Além disso, é cidadão honorário de Bérgamo e de Chieti, sua primeira sede episcopal.


Foi o Papa Francisco quem o criou Cardeal em Fevereiro de 2014, atribuindo-lhe como título cardinalício a Paróquia de Santa Maria in Trastevere.


Devido à sua idade já avançada, o Cardeal Capovilla não pôde presenciar ao acto do Consistório na Basílica de São Pedro. Por isso, o barrete e o anel cardinalícios foram-lhe entregues em Sotto il Monte por um enviado do Papa – Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício.


Ele “é o custódio da memória histórica de Angelo Giuseppe Roncali, a quem ele serviu como discreto e fiel secretário particular ao longo de dez anos, primeiro durante o patriarcado em Veneza (1953-1958) e depois no decurso do seu pontificado (1958-1963). Assim pareceu quase natural que fosse criado cardeal no mesmo ano da canonização de João XXIII” – disse o Papa Francisco na altura. Uma circunstância que o purpurado, desde 2015 com 100 anos de idade e o mais velho de todos os membros do Colégio Cardinalício, aceitou sobretudo como “um reconhecimento a ele, ao Papa João XXIII .


Com a morte do Cardeal Loris Capovilla, o Colégio Cardinalício passa a ter 213 Cardeais, 114 dos quais eleitores e 99 não eleitores.


(DA)

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