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Eusébio de Cesareia (c. 265-340), bispo, teólogo, historiador Teologia Eclesiática, III, 18-19; PG

«Que sejam um, como Nós somos um»

Na sua grande oração sacerdotal, o nosso Salvador pede que estejamos com Ele onde Ele está e que contemplemos a sua glória. Ele ama-nos como o Pai O ama a Ele e deseja dar-nos tudo aquilo que o Pai Lhe deu a Ele. Quer dar-nos a glória que Lhe vem do Pai e fazer de todos um só. Pois Ele quer que deixemos de ser uma multidão, e que, em conjunto, formemos uma unidade, reunidos pela sua divindade na glória do Reino, não na fusão de uma única substância, mas na perfeição, que é o cume da virtude. Foi isso que Cristo proclamou, ao dizer: «Que eles sejam um!» Assim, tornados perfeitos pela sabedoria, a prudência, a justiça, a piedade e todas as virtudes de Cristo, estaremos unidos à luz indefectível da divindade do Pai, tornados nós mesmos luz pela nossa união com Ele, e plenamente filhos de Deus pela nossa comunhão com o seu Filho único, que nos faz tomar parte no brilho da sua divindade. Será desta maneira que nos tornaremos um com o Pai e o Filho. Porque, da mesma maneira que declarou que o Pai e Ele são um (Jo 10,30), assim também Ele reza para que, a sua imitação, participemos da mesma unidade. [...] Não se trata de uma unidade da mesma natureza que Ele tem com o Pai, mas do seguinte: assim como o Pai O fez participar da sua própria glória, assim Ele próprio, à imitação de seu Pai, comunicará a sua glória àqueles que ama.

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