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São José, o justo - Por Padre Fernando dos Santos


São José deu ao menino Jesus uma referência humana de paternidade, tão necessária em nossos dias. Ensinou o menino Jesus as leis do seu tempo, porque ele mesmo foi sempre obediente à lei maior: o amor a Deus e ao próximo.



Duas vezes ao ano a Igreja celebra a memória de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. No dia dezenove de março como patrono da Igreja universal e no dia primeiro de maio, celebramos o dia do trabalhador e por isso nos lembramos de São José como operário.


A Igreja durante o tempo austero da quaresma faz uma pausa em sua caminhada penitencial e o celebra com ofício de solenidade. Na sagrada escritura, pouco está escrito sobre São José, também não é sua finalidade escrever sobre ele, por maior que seja sua importância. Mas o pouco que sabe sobre São José é suficiente para invocá-lo como patrono da Igreja, protetor dos agonizantes, padroeiro das famílias, patrono das vocações e espelho do ministério sacerdotal, mestre da vida interior, padroeiro dos operários, modelo de mansidão, protetor das virgens, advogado do gênero humano.


No evangelho de Mateus, lemos: “José, seu esposo, sendo justo” (Mt 1,19). Justo é sua capacidade de viver retamente na lei de Deus e abertura interior para o cumprimento do plano salvífico do criador. José mudou os rumos da sua vida para cuidar da Mãe e do Filho de Deus, assim protegia a igreja nascente, a igreja doméstica de Nazaré. Por isso Pio IX, em 1870 o declarou Patrono da Igreja Universal. São José é indicado como homem justo, pois viveu inteiramente para Deus e mesmo “querendo abandonar Maria em segredo” (Mt1,19), o tentou fazer porque se achava indigno de ser esposo virginal da mãe de Deus e pai adotivo de Jesus Cristo, conforme interpretam os padres da Igreja.


São José é um homem profundamente integrado à vontade de Deus e soube com sua virilidade e castidade ser exemplo da justiça de Deus para o seu filho adotivo, o menino Jesus. A justiça de Deus em São José é percebida em sua obediência. Homem obediente foi capaz de ouvir, por mais indigno que se achasse para nobre missão de pai adotivo do salvador da humanidade. “José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em sua casa sua mulher”. (Mt 1,24) Agiu conforme a vontade de Deus e no silêncio da sua casa, o descendente de Davi, cumpriu os deveres de pai junto à Sagrada Família. Deu ao menino Jesus uma referência humana de paternidade, tão necessária em nossos dias. Ensinou o menino Jesus as leis do seu tempo, porque ele mesmo foi sempre obediente à lei maior: o amor a Deus e ao próximo. Homem casto amou sua esposa Maria Santíssima. E como não amar aquela que foi escolhida “cheia de graça” (Lc 1,28) para esposa do criador?


No silêncio viveu e morreu São José. Cumpriu sua missão de ser guardião da casa sagrada de Nazaré. Morreu nos braços de Jesus e Maria, assim é invocado como padroeiro da boa morte. Valei-nos São José, que possamos viver e morrer, nos braços de Jesus e Maria.



Pe. Fernando dos Santos Andrade

Paróquia Senhor do Bonfim - Bairro Cidade Nobre - Ipatinga / MG

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