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A Santa Missa - Por Pe. Moacir Ramos


"A Missa é construída sobre dois pilares"


A vós graça e paz abundantes!

Na última postagem, escrevi sobre a importância da Santa Missa. Neste e nos próximos post's, quero meditar um pouco sobre a estrutura da missa. Creio que, conhecendo melhor, celebramos com mais encanto e piedade o mistério da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A missa é construída sobre dois pilares: a liturgia da palavra, precedida dos ritos iniciais, e a liturgia eucarística, seguida dos ritos finais.

Apresento então os ritos iniciais. A finalidade dos ritos iniciais é preceder a liturgia da palavra; tem o caráter de introdução e preparação. É fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia litúrgica, constituam uma comunhão e disponham-se para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia.

A Santa Missa começa com o canto de entrada. Sua finalidade é inserir os fiéis no mistério do tempo litúrgico ou da festa celebrada e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. Chegando ao presbitério, o sacerdote e os ministros saúdam o altar com a inclinação profunda. Em seguida, o sacerdote beija o altar e, se for oportuno, o mesmo incensa o altar e a cruz.

Terminado o canto de entrada, o sacerdote, junto com a comunidade, faz o sinal da cruz seguido pela saudação: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”, expressando à comunidade reunida, a presença do Senhor. Em seguida, vem o ato penitencial, realizado por toda a assembleia, por meio do exame de consciência e concluído pela absolvição do sacerdote (que não alcança pecados graves). Aos domingos e particularmente no tempo pascal, pode-se optar pela bênção e aspersão da água em recordação ao batismo. O “Senhor tende piedade” é rezado ou cantado por todos, para implorar a misericórdia de Deus.

O glória (o texto deste hino remonta ao século II) não pode ser substituído por outro. Entoado pelo sacerdote, se for o caso, pelo cantor ou grupo de cantores, é cantado por toda a assembleia. Se não for cantado, deve ser recitado por todos juntos ou por dois coros dialogando entre si. O glória é próprio aos domingos (exceto no advento e na quaresma) e nas solenidades e festas. Ao convite do sacerdote (oremos), este diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida à Trindade Santa.


Padre Moacir Ramos Nogueira

é Pároco na Catedral São João Batista - Diocese

de Caratinga / MG

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