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Vida Consagrada. Papa: homens e mulheres de encontro



Rádio Vaticano


Terça-feira, dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor e XX Dia Mundial da Vida Consagrada, o Papa Francisco presidiu a uma Eucaristia na Basílica de S. Pedro e afirmou na sua homilia que “os consagrados e as consagradas são chamados a serem sinal concreto e profético da proximidade de Deus”.

Também neste dia foi celebrado o Jubileu da Vida Consagrada, coincidindo com a conclusão do Ano da Vida Consagrada que teve início a 30 de novembro de 2014. O Santo Padre na sua homilia considerou que os consagrados devem estar em estado permanente de missão para compartilharem a vida:

“Todas as formas de vida consagrada, cada uma segundo as suas características, são chamadas a estarem em estado permanente de missão, compartilhando “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, dos pobres, sobretudo, e de todos os que sofrem.”

Numa festa que, sobretudo no Oriente, é chamada de festa do encontro, Jesus é a “face da Misericórdia do Pai”. O Menino que é apresentado no Templo trouxe-nos a misericórdia e a ternura de Deus, fazendo-nos promotores da “cultura do encontro, evitando a autorreferencialidade que nos faz permanecer fechados em nós mesmos” – sublinhou o Santo Padre.

Concentrando a sua atenção no Evangelho do dia, o Papa evocou vários encontros como os do velho Simeão e de Ana, que representam a espera e a profecia. “Neste Menino nascido para todos encontram-se o passado, feito de memória e de promessa, e o futuro, repleto de esperança”, acrescentou o Papa que recordou que Jesus não nos salvou “de fora”, não permaneceu fora do nosso drama, mas quis compartilhar a nossa vida. Assim, “os consagrados e as consagradas são chamados a serem sinal concreto e profético desta proximidade de Deus, desta partilha com a condição de fragilidade, de pecado e de feridas do homem do nosso tempo” – declarou o Papa Francisco.

O Santo Padre após ter advertido os religiosos para o perigo da rotina na vida espiritual, chamou a atenção também para o risco da cristalização dos carismas numa doutrina abstrata. Referindo-se aos fundadores das Ordens, Congregações religiosas e Institutos de Vida Consagrada, o Papa afirmou o Espírito dos fundadores:

“Os nossos fundadores foram movidos pelo Espírito e não tiveram medo de sujar as mãos com a vida quotidiana, com os problemas das pessoas, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais. Não se detiveram diante dos obstáculos e das incompreensões dos outros, porque mantiveram no coração a admiração pelo encontro com Cristo. Não domesticaram a graça do Evangelho; tiveram sempre no coração uma inquietação saudável pelo Senhor, um desejo ardente de levá-lo aos outros, como fizeram Maria e José no Templo. Também nós somos chamados hoje a realizar escolhas proféticas e corajosas.”

No final da celebração o Santo Padre dirigiu-se aos muitos consagrados e consagradas que participaram na Missa através dos ecrãs na Praça de S. Pedro. Disse-lhes que o centro da vida consagrada é a oração e, agradecendo-lhes por terem vindo, pediu-lhes para não se esquecerem do primeiro chamamento à vocação, pois “o Senhor continua a chamar por vós” – disse o Papa Francisco. (RS)

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