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Jovem, quem é você? - Por Eliandra Pimentel



Uma das maiores necessidades do ser humano é “saber quem se é”. Sabendo quem somos, tomamos posse da liberdade de nos expressarmos através da nossa identidade pessoal, sexual, sem interferências externas dos valores inculcados pela mídia, por uma sociedade distante de Deus, pelo pecado. Sabemos que a identidade do jovem se forma na infância e na adolescência, e se solidifica entre os 14 e 20 anos.


Nesta fase, o jovem fica muito vulnerável, é maior o envolvimento com drogas, tende-se a uma sexualidade desregrada e até mesmo envolvimento com o homossexualismo.


Neste período, a presença dos pais é muito importante, fazendo-se necessário um acompanhamento bem de perto. Muitas confusões na sexualidade, dentre outros problemas, se originam por falta de referência paterna ou materna, ou por estas serem deficientes, e se existem estas falhas na referência, os jovens se tornam mais vulneráveis às tais confusões. Acerca destas desordens, ultimamente, tenho ouvido muitos garotos e garotas, quase todos com o mesmo sofrimento: confusão na sexualidade.


Por não terem ainda uma auto-identificação adequada, afirmações como: “Você é gay, apenas não sabe disso”; “Se você experimentar vai descobrir que é gay”; “Você já experimentou, gostou e por isso é gay”... , confundem a cabeça do jovem.


Outro fator que contribui para essa confusão na sexualidade, além da ausência de referência familiar e da inclinação para o mal, oriunda do pecado original, é a influência da mídia, com seus ídolos forjados, no processo de auto-identificação de crianças, adolescentes, jovens e até adultos.


Nossos jovens são formados aprendendo que tudo o que está fora dos padrões de eterna juventude e das medidas corporais exigidas, fora de moda, é desvalorizado, desclassificado, incorreto, rejeitado. Aprendem também que uma pessoa tem valor à medida que possui bens materiais, que faz, que sabe, produz, realiza, Jovem, quem é você? consegue sucesso social. E assim, muitos se tornam escravos dessa forma de auto-identificação, desconhecendo a vontade de Deus para eles, tornam-se incapazes de se verem como Deus os vê, de se conhecerem como Deus os conhece.


Muitos outros são os sofrimentos emocionais do nosso tempo como consequências de uma auto-identificação inadequada e deformada. Por isso é importante buscar ainda jovem, uma auto-identificação adequada. “Quanto mais a pessoa se identifica com a vontade de Deus para ela e pauta sua vida segundo esta vontade, tanto mais ela será livre e feliz, mas será ela mesma. Uma vez que sendo criados à imagem e semelhança de Deus, somos feitos para viver, portanto, o amor e a liberdade, tal vivência destes valores cristãos é indispensável para um a identidade sadia, feliz e santa.


Pergunto-te então: jovem, quem é você?

Eliandra Pimentel

Consagrada da CCDE

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