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IGUALDADE DE GÊNERO E DIGNIDADE DE GÊNERO



Homofobia, igualdade, identidade, gênero... termos muito frequentes hoje em dia, até mesmo nas rodas de conversas nas escolas. Poucas pessoas, contudo, realmente sabem o que esses termos significam e menos ainda o que eles levam por trás. Cabe dizer, antes de tudo, que a discussão não é sobre religião, nem muito menos sobre valores antagônicos, mas sobre dados científicos comprovados e conceitos claros. Aqui vão, então, algumas pinceladas breves para explicar os conceitos-chave para uma compreensão mais profunda e objetiva das questões suscitadas pela ideologia de gênero.


Ideologia de gênero é um conjunto de crenças e ideias que postulam que o ser humano nasce sem um sexo definido, e que este deve ser escolhido por ele próprio. A ideologia de gênero também pode ser chamada de identidade de gênero. O termo “ideologia” ressalta o sentido de distorção da realidade, enquanto “identidade” destaca a tese postulada. O termo “gênero” no sentido amplo é o agrupamento de seres ou objetos que têm entre si características comuns. Contemporaneamente, com os estudos de Sigmund Freud, na década de 20, o termo ganhou uma atribuição social muito questionada: conjunto de propriedades atribuídas social e culturalmente em relação ao sexo dos indivíduos.


O termo “gênero” no sentido amplo é o agrupamento de seres ou objetos que têm entre si características comuns. Contemporaneamente, com os estudos de Sigmund Freud, na década de 20, o termo ganhou uma atribuição social muito questionada: conjunto de propriedades atribuídas social e culturalmente em relação ao sexo dos indivíduos.

Da década de 50 em diante, segundo o professor Massimo Gandolfini, neurologista diretor do Departamento de Neurociência da Fundação Poliambulan de Brescia, Itália, e vice-presidente nacional da Associação Ciência & Vida, a ideologia do gênero foi proposta em três correntes que se completam: a corrente naturalista, a feminista e a da “não identidade”.


A corrente naturalista, segundo Gandolfini, é aquela que coloca o pilar central da ideologia de gênero dogmatizando, com base em Freud, que alguém se torna homem ou mulher não por determinação biológica sexual, mas por imposição de “estereótipos” de gêneros. A segunda corrente é ligada à história do movimento feminista para a emancipação e a igualdade da mulher, e tem em Simone de Beauvoir sua grande idealizadora junto a Adrienne Rich, quem cunhou a famosa sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), propondo quatro gêneros de identidade relacionados à orientação sexual. A terceira corrente, consequência da anterior, vem com Judith Butler e vai ao extremo de propor uma sociedade global líquida, sem nenhum ponto fixo de referência, sendo intitulada por isso de corrente da “não identidade”.


Contudo, constata Gandolfini, existe uma diferença fundamental entre identidade sexual e ideologia de gênero. A primeira é biologicamente determinada, a segunda é uma escolha autônoma e individual que ignora completamente o fato da realidade representada pela permanência sexual.


“O homem também tem uma natureza que ele deve respeitar e que não pode manipular à vontade”, afirmou Bento XVI no Parlamento Alemão, em setembro de 2011. “O homem não é apenas uma liberdade que ele cria para si mesmo. O homem não cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele respeita a natureza, a escuta e aceita a si mesmo como aquilo que é e que não foi ele quem criou".


A ideologia de gênero é contra a natureza porque vai contra os princípios naturais de quem somos e como vivemos. A Igreja vê nesta ideologia a tentativa do homem de se fazer como Deus, se arrogando a ilusão de controlar até a própria identidade sexual, de torná-la um elemento líquido onde as diferenças se confundem e se dissolvem. A postura da Igreja Católica é clara e consistente: respeitar a natureza, aceitar-se como se é, conscientes de que ninguém se cria, mas foi criado por Deus com amor e para o amor.


O Papa Francisco, no dia 8 de junho, recebendo os bispos de Porto Rico em visita ad limina ao Vaticano, explicou que "as diferenças entre homens e mulheres não são para contraposição ou subordinação, mas para comunhão e geração, sempre à imagem e semelhança de Deus". Assim, a Igreja respeita as diversas opiniões e busca construir caminhos para o diálogo. Essa postura, no entanto, tem sido taxada de homofóbica.


Literalmente, homofobia é medo ao homem, mas no contexto atual passou a ser rejeição, preconceito ou aversão a homossexual e à homossexualidade. Uma coisa, contudo, é rejeitar alguém, outra coisa é não compactuar com suas ideias e escolhas. A primeira é crime, punido por lei, a segunda é liberdade de expressão, garantida por lei. A liberdade de expressão se entende aqui como capacidade de expressar ideias livremente, ou seja, sem coerção, mas não sem oposição. Opor-se a ideias, opiniões, não é opor-se ao indivíduo que defende tais ideias e opiniões.


Segundo Gandolfini, já foi comprovado pela ciência que a associação de sexo – masculino ou feminino – não é uma escolha nossa, mas uma realidade biológica que trazemos desde o nascimento: nós a encontramos inscrita na totalidade do nosso corpo, células, tecidos e órgãos. Até mesmo os cérebros masculinos e femininos são diferentes em volume, bem como na estrutura anatômica e no seu funcionamento. Assim, igualdade de gênero não é possível simplesmente porque não podemos desconfigurar o ser humano.

A verdadeira igualdade é aquela baseada não no gênero, mas na dignidade do ser humano. Igualdade de gênero não é possível, dignidade de gênero, sim. A dignidade é igual para todo e qualquer ser humano. Somos diferentes, sempre o seremos, mas, nas nossas diferenças, devemos respeitar a dignidade uns dos outros. Essa é a postura da Igreja Católica.


Fontes: Dom Orani Tempesta; Brasil, nova ameça da ideologia do gênero. Link acessado dia 05/01/16 às 16h. Marx, Karl; Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã (em português). Hucitec, São Paulo, 2002. "gênero", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013 Link acessado em 05/01/2016 às 17h. Anna Pelleri, Gênero: o cérebro é masculino ou feminino? Link acessado em 05/01/16 às 17h17. Federico Cenci, A encíclica de Francisco diz não à ideologia de gênero Link acessado em 06/01/15 às 11h20


Extraído do site da Comunidade Olhar Misericordioso de Padre Alexandre Pacciolli

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