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Eucaristia: Vontade de Deus - Por Nádia Duarte

“A Eucaristia é invenção de um Deus desesperado, que não sabendo mais o que fazer, se humilha na fragilidade do pão” (Santo Afonso de Ligório)


“Quem ama anuncia e defende a pessoa amada”. Sabemos, porém, que só se ama aquilo que se conhece, então é desta forma que nós da Comunidade Deus Existe vamos mais uma vez, anunciar e defender o amor das nossas vidas: Jesus Sacramentado! Para isso, este mês apresentamos a fonte e ápice da vida cristã: A eucaristia.

A palavra eucaristia, do grego, significa ação de graças, ou seja, a comunhão é justamente a oportunidade de se fazer uma ação de graças. Este rito não foi como muitos pensam, inventado pela Igreja Católica, mas foi deixado pelo próprio Cristo, ao qual somos convocados a fazer como Ele pediu até o fim dos tempos (Veja: 1 Cor 11,26). Obediente às palavras de Jesus, a Igreja prosseguiu até os dias de hoje celebrando a vontade Dele. Em registros bíblicos observamos que os primeiros cristãos eram fiéis ao pedido de Jesus: “Eles eram perseverantes ao ensinamento dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e as orações” (At 2, 42). Mas provando a continuidade do rito eucarístico em registros históricos, escritos datados em 155 d.C, testemunham a realização da celebração eucarística, ao qual segundo São Justino, chamavam de Dia de Sol. Para tanto, o santo a observa a união da mesa da palavra e da eucaristia.

Vemos que Jesus Cristo, sacerdote santo, usou as matérias do pão e do vinho se remetendo o gesto de Melquisedec “que trouxe pão e vinho” (Gn 14, 18). Dessa forma, o Catecismo da Igreja Católica (§ 1355) diz que o milagre da multiplicação dos pães prefigura a superabundância deste único pão, a Eucaristia, e que também o episódio das bodas de Caná, é uma prefiguração do “vinho novo” (o melhor), que é o sangue de Cristo!

A fim de que não sejamos negligentes com a Eucaristia, é o próprio Jesus quem nos dá o ensinamento e nos assegura a veracidade da Eucaristia, como nos narra o Evangelho de São João, capítulo 6: “Pois minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e eu nele”. Sendo Jesus, o mesmo, ontem, hoje e sempre, este sacrifício pode ser atualizado eternamente. “Ele, porém, visto que permanece para a eternidade, possui sacerdócio imutável. Por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive para sempre para interceder por eles” (Hb 7, 24-27).

Portanto, a Eucaristia é Jesus vivo, o mesmo, aquele que cura, que liberta, que chama, que ama, aquele que foi cuspido, flagelado, crucificado, e que ressuscitou. É o “Cristo total”, em seu corpo, sangue, alma e divindade. Porém, muitos querem ver esta realidade com os olhos da carne e não com olhar espiritual, para isso São Tomás de Aquino nos alerta que a presença de Jesus na Eucaristia “não se pode descobrir pelos sentidos”.

Com toda essa maravilha, te convidamos a ser assíduo (a) à Eucaristia, e o lugar onde nós podemos receber esse alimento é a Santa Missa, ou no caso de muitas comunidades, por causa da falta de padres, a celebração eucarística. Contudo, faça o seu algo a mais, adore Jesus, ame-O nas capelas onde Ele está presente.



Nádia Duarte Prata

Membro da C.C.D.E.

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