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Nunca me aconselhes coisas vãs - Por Nádia Duarte

A oração do Patriarca São bento reza advertindo ao inimigo de Deus, “não me aconselhes”, e vai além, não me aconselhes “coisas vãs”. E o que seria aconselhar? Significa lembrar, recomendar. E as coisas vãs? São justamente oportunidades inúteis que não nos levarão à Deus. E ao recordar esta oração, nos lembramos do seu poder de exorcismo, mas também da posição do homem novo, que rompeu com o satanás, que cortou os laços e por isso brada em alta voz, em ordem de batalha, “não me aconselhes coisas vãs”.


Esta e outras orações da Ordem Beneditina revelam a nós o poder e a necessidade da oração, tanto quanto o descanso e o trabalho, pois a oração como sabemos é a vida da alma. A regra de São Bento é 3/8, 8 horas de trabalho, 8 horas de oração e 8 oração descanso, que se resume na frase “Ora et Labora”, ou seja, ora e trabalha.

Nesta disciplina muitos se santificaram e muitos se santificam, pois vivem o essencial, “o que observa a disciplina está no caminho da vida” (Pr 10).


E nestes dois conselhos, encontramos uma das grandes dificuldades do ser humano, orar. Ao contrário do que se parece, a oração é uma das atividades que o ser humano mais tem dificuldade, a prova disso é que temos muitos trabalhadores, mas poucos orantes. Observa-se como as pessoas fogem destes momentos e quão grande são suas dificuldades. Chega a ser preocupante como os indivíduos falam demasiadamente uns com os outros, mas tem problemas para conversar com Deus, sendo que a oração nada mais é do que o diálogo com Deus.


É justamente neste diálogo que repetimos o método de oração do salmista confessamos à Deus nossos pecados e suplicamos sua misericórdia. É na oração que os venenos da nossa alma são transformados em antídotos para os males da convivência.


È na oração que somos fortificados para renunciar aos conselhos do mundo: “Nunca me aconselhes coisas vãs”, porque de fato à todo tempo somos sufocados pelas recomendações do mundo, conselhos que contaminam nosso modo de pensar cristão, e que faz com que nos coloquemos em cheque nossos sadios pontos vista, com isso passamos à assimilar os ideais do mundo. Passamos a ter o trabalho ideal, o amigo ideal, o companheiro (a) ideal, e aí acabamos por perder de vista o importante desejo de fazer a vontade de Deus. A oração é, portanto, o momento em que trocamos nossos ideais, pela vontade de Deus, que é indiscutivelmente melhor, pois “se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mt 7, 11). Oremos sem cessar! (ITs 5, 17)!!!

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